O UFC, hoje uma das maiores organizações de MMA do mundo, nem sempre teve o sucesso estrondoso que vemos atualmente. Uma mudança decisiva na trajetória do esporte ocorreu com Dana White — vamos ver quando ele comprou o UFC, o que mais mudou até hoje e qual é o status mais recente.

Quando e como Dana White comprou o UFC

  • Em 2001, Dana White, junto com os irmãos Frank e Lorenzo Fertitta, adquiriu o UFC (Ultimate Fighting Championship) da Semaphore Entertainment Group (SEG) por cerca de US$ 2 milhões.
  • Após a compra foi criada a Zuffa LLC, empresa que gerenciou o UFC sob esta nova direção, com Dana White nomeado presidente.

Principais transformações e crescimento desde a aquisição

Desde 2001, sob liderança de White e dos Fertitta, e depois com movimentos empresariais subsequentes, o UFC passou por várias mudanças importantes:

  • Adoção e padronização de regras mais seguras, filiação com comissões atléticas, regulamentos unificados e categorias de peso, o que ajudou a legitimar o esporte.
  • Lançamento do reality show The Ultimate Fighter em 2005 que atraiu um público muito maior para o MMA, melhorou visibilidade na mídia e assegurou contratos televisivos.
  • Expansão global: o UFC hoje organiza eventos em diversos continentes, como América do Sul (Brasil em particular), Europa, Ásia, Oriente Médio.

Situação mais recente (até Setembro de 2025)

Aqui estão as atualizações mais recentes:

  1. Propriedade, presidência e estrutura empresarial
    • Dana White continua presidente e CEO do UFC.
    • Ele não possui 100% da empresa; ele tem uma participação minoritária (~9%) desde que o UFC foi comprado pelo Endeavor, que se fundiu com a WWE para formar a empresa TKO Group Holdings.
  2. Desempenho financeiro recente
    • Em 2024, o UFC teve um faturamento (parte da TKO) em torno de US$ 1,406 bilhões, o maior em sua história até aquele ano.
    • Para 2025, a TKO subiu a projeção de receita para o ano inteiro: entre US$ 2,93 bilhões e US$ 3,075 bilhões para todas as suas operações (UFC + WWE + demais ativos) graças a bons resultados nos eventos, mídia, patrocínios etc.
  3. Novos acordos de transmissão
    • Em Agosto de 2025, o UFC firmou um contrato de US$ 7,7 bilhões por sete anos com a Paramount/Skydance nos EUA. Esse acordo vai levar todos os eventos numerados do UFC e cerca de 30 eventos Fight Night por ano para o serviço de streaming Paramount+, eliminando o modelo tradicional de pay-per-view para os eventos numerados nos EUA. Alguns desses eventos também poderão ser transmitidos no canal CBS.
  4. Novas frentes de expansão / diversidade de esportes de luta
    • O UFC fundou em 2025 a promoção irmã de grappling/submission, chamada UFC Brazilian Jiu-Jitsu (UFC BJJ), como evento de live grappling, reality show complementar, etc.
    • Também foi reativada a marca Zuffa Boxing, uma divisão voltada para boxe profissional, em parceria com Turki Al-Sheikh, com o objetivo de aplicar o modelo de promoção do UFC ao boxe. O primeiro evento da Zuffa Boxing será o duelo Canelo Álvarez vs Terence Crawford, marcado para 13 de setembro de 2025, em Las Vegas.
  5. Projetos futuros e eventos especiais
    • Um evento histórico está planejado para ser realizado na Casa Branca (“White House card”), em 2026, para celebrar os 250 anos dos Estados Unidos. A ideia é fazer um evento no South Lawn da Casa Branca, embora limitações de segurança provavelmente limitem a plateia física no gramado a menos de 5.000 pessoas. Também se estuda usar parques públicos próximos para acomodar grande número de espectadores com telas.

Impacto no MMA e legado

  • O MMA hoje é visto como um esporte mainstream em muitos países, com atletas de vários cantos do mundo alcançando popularidade global.
  • O modelo de negócios do UFC — investimento em mídia, combate à estigmatização, padronização, parcerias internacionais — tornou-se um case de sucesso no esporte moderno.
  • O envolvimento em múltiplas frentes (como grappling, boxe, transmissões de streaming) mostra o esforço de diversificação e adaptação constante ao mercado.

Conclusão

A compra do UFC em 2001 foi o ponto de virada que iniciou a trajetória que levou a organização de um negócio pequeno, financeiramente instável e com pouca visibilidade para um gigante global do MMA e das artes de luta. Dana White, os Fertitta e depois a incorporação ao grupo TKO ajudaram a construir uma estrutura capaz de inovar, crescer e permanecer relevante. Até setembro de 2025, o UFC não só consolidou seu papel na luta, mas expandiu seus horizontes — novas modalidades, modelos de negócio, mercados, e contratos de mídia que remodelam como as lutas chegam ao público.